quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Coluna ou Lavanderia?

Como são interessantes a manipulação dos fatos e a deturpação da notícia. O Sr. Rubens Nóbrega hoje dedica sua coluna a uma briguinha de “comadres” e picuinhas do Dr. Aníbal. No lugar de dizer que a atitude do vereador não é digna de um político sério, que deveria conduzir as questões com sabedoria, com respeito aos colegas, com a lealdade ao partido etc, o jornalista faz justamente o inverso, dá razão, aplaude e abre sua coluna à disposição para que sejam feitas mais acusações. Acusações, que eu e o jornalista não sabemos até que ponto são verdadeiras, mesmo porque, todos nós sabemos que um incidente tem 3 versões, a do agressor, a do agredido e a verdadeira. Para o jornalista, tudo que o Dr. Aníbal disser contra um auxiliar de Cássio será verdade. Esta é a premissa para toda argumentação dessa coluna. Ès Cássio? Soy contra.


O mais interessante disso tudo é que o Dr. Aníbal já foi trucidado nesse jornal pelos colunistas, e hoje ele veste o avental nessa lavanderia e pousa de herói e moralista.


Hoje o colunista se desnuda por completo, além de mostrar a lavanderia que é a sua coluna, chega ao cúmulo de dizer que o anti-nepotísmo de Cássio é um marketing político, desfazendo de um ato moderno e digno de país civilizado, que poucos tiveram a coragem de fazer. Não é fácil Sr Jornalista, um governante praticar o anti-nepotísmo, contrariando interesses (de Cajazeiras a Cabedelo). Vamos, tenha a coragem de aprofundar este assunto. Você não aprofunda porque seus aliados não fizeram e não vão fazer (Ricardo e Veneziano). Como disse ontem, Ricardo está cada vez mais distante do seu discurso de honestidade e seriedade com a coisa pública.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Ricardo - O Salvador das Praças

As praças servem para embelezar as cidades, com suas flores e jardins, contar parte de sua história, homenagear homens ilustres da terra, refrescar as cidades com suas árvores, escoar as águas das chuvas, servindo como drenos (por isso as casas são obrigadas a deixarem áreas permeáveis em seus terrenos). Além desse papel intrínsecamente urbano, elas serviam à sociedade como ponto de encontros, principalmente nos finais de semana, onde a sociedade local se reunia para a paquera e conversas sociais. Elas tinham no centro uma edificação chamada de coreto onde uma banda de música tocava para os presentes.

Com o passar do tempo, a sociedade muda seus hábitos e costumes. Isto é natural e faz parte da evolução social. Coisas que antes tinham certas utilidades passam a não mais tê-las ou modificar o seu uso. Hoje, as praças não são mais usadas pelos jovens como ponto de encontro para a paquera, as senhoras não se reunem mais para as conversas sociais, os homens não se reunem mais para as discursões políticas e esportivas. Aquelas praças que dão condições para a prática da caminhada, por serem amplas e com uma boa calçada, ainda são usadas pela sociedade local, mas fora isso, o que se vê nas praças são desocupados sentados a espreita de um descuido ou de algum “cliente”, seja do sexo ou de alguma substância proibida.

Pergunto: Como estão as praças no centro da nossa cidade? A praça Don Adauto é um tapete de pedras esquentando mais ainda a cidade. Alí poderíamos ter mais verde, o mesmo acontecendo com a Praça João Pessoa. E o abandono da Praça da Independência? E o Parque Solon de Lucena, o nosso cartão postal, a quantas anda?

A Lei obriga ao proprietário do loteamento a deixar área(s) reservada(s) para praça(s), no entanto, o poder executivo local não faz a sua parte, deixando ali um imenso espaço vazio enfeiando o bairro, servindo apenas para os mais "sabidos" instalarem nesses locais seus botecos ou seus pequenos negócios. Esses invasores, além de não cuidarem dessas áreas comuns, ajudam a deteriorá-las, quando não são vendidas pela própria prefeitura, posteriormente, a construtores, perdendo com isso o proprietário do loteamento que deixou de vender aquele pedaço de chão e a sociedade que não tem os benefícios urbanos descritos acima.

No lugar de se tirar os camelôs das ruas do centro, o correto seria interditar parte do centro para os veículos automotores, restaurar as praças e as calçadas dessas áreas. Com essa ampliação, poderia padronizar as barracas daqueles pequenos comerciantes que defendem o pão da sua família e estão fora da marginalidade, mal que vem crescendo nas cidades. Estes pequenos comerciantes são vítimas de um modelo econômico cruel que fabrica, em escala, o desemprego, e não os cidadãos de João Pessoa privado de andar pelas ruas do centro. Cabe ao administrador ser criativo e resolver o problema de todos os envolvidos.

Senhor Prefeito, assim como o Presidente, o senhor cada vez mais se distancia do seu discurso, que o fez “O Salvador”. Lembro a Vossa Excelência que quando um político perde o seu discurso, seu destino será o exemplo do fracasso.

A demagogia enquadrada e em forma de quadrados, é um engodo que vem dando certo. Jornalistas vêm rasgando elogios a estes feitos, como se nossa cidade tivesse belos jardins, monumentos bem cuidados, baheiros públicos à vontade, ruas bem sinalizadas, limpas e bem conservadas. Tudo está perfeito, só faltava salvar as praças!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Os Entendidos

Na coluna de Helder Moura de ontem (dia 01/02/07), com o título FAVORITISMOS, dava como certa a vitória de Wilson Santiago para a 1ª Secretaria, dizia o jornalista que só havendo uma zebra e foi mais longe em sua análise ao escrever que a reeleição de Efraim Moraes seria uma incógnita. Como eu esperava, a lógica deu o inverso nos dois casos. Efraim se mantém como 1º Secretário e o Wilson Santiago perdeu a disputa. Dois erros de análise em uma mesma coluna deve-se ao fato de que, cotidianamente, alguns jornalistas escrevem o que desejam e não analisam os fatos e as informações de forma imparcial, condição sine qua non na ética jornalística. Vem aquela máxima, "contra fatos não existem argumentos". E assim foi na última eleição, quando o "favoritísmo" da oposição era dado como verdade e agora no que se refere a cassação.
Com esses discernimentos, estou entendendo porque eles insistem em afirmar que JM vai assumir.
PUNIR OS CULPADOS - Helder Moura (vide link)
Rapidamente, sem entrar em detalhes, o jornalista comenta a implicação do atual Secretário do município, Fred Pitanga, no caso da confraria e, em seguida, com sua ironia peculiar, começa a cobrar do novo Secretário de Segurança do Estado, Eitel Santiago, resultados nas investigações, incluindo o incidente dos fogos no reveillon.
Vandalísmos e sabotagens são atos que devem ser banidos e punidos para que deixem de existir defintivamente, mesmo porque, é um embrião do terrorismo. No entanto, tais atos tem origens muito distantes.
Vejamos um caso famoso que, por coincidência, ocorreu durante um revellion. O governador Burity inaugurava a via litorânea de Intermares quando um vândalo jogou um cabo na rede elétrica que atendia todos os bairros da orla de JP a partir do Miramar até o Bessa, incluindo o bairro do Cabo Branco e toda a cidade de Cabedelo. Tal ato prejudicou todas as festas, fossem elas nas residências (nas varandas), nos clubes ou boates, locais onde a sociedade brindava a passagem do ano naquela época. Os prejuízos foram incalculáveis, sem falar que clínicas, hospitais, delegacias, ruas e avenidas, todas ficaram sem energia e, consequentemente, sem iluminação.
Faço a seguinte pergunta: Quem teria encomendado aquela sabotagem? Sr jornalista, se eu fosse o Secretário Eitel neste caso, começaria investigando pessoas mais próximas e aliadas ao prefeito.
O DIA DE SÃO NUNCA - Rubens Nóbrega (vide link)
Novamente o carrossel dá mais uma volta, ou seja, o assunto da cassação. Parafraseando-o, o único jeito de JM assumir o governo é ser encaminhado ao Poder Executivo pelo Poder Judiciário, pois o art. 1º da Constituição Federal em seu Parágrafo único - "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição" - de nada vale para estes anti-democratas.
Quem vai para as calendas é o jornalísmo imparcial e ético.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O Carrossel

Sei que vocês sabem o que é um carrossel, um monte de quadrúpedes girando, girando e girando e não indo a lugar algum. Pois bem, mais uma vez a imprensa paraibana vem cansando os paraibanos com uma super cobertura dos processos de cassação e crimes eleitorais nunca visto. Não me lembro de ter havido tamanha cobertura e me pergunto, por que isso?
Primeira hipótese - O proprietário do Sistema de Comunicação quer, a todo custo, ser senador sem ter tido um único voto, sem ter nenhum compromisso com seus representados no senado. Pode ser legal, mas não é legítima essa representatividade. Culpa da legislação eleitoral que permite tais aberrações, e isto, não é criticado na imprensa paraibana, que deveria estar em campanha pelas reformas administrativas, tributárias e eleitorais. Segunda hipótese - O candidato derrotado nas últimas eleições tinha como certa sua vitória desde a época que o candidato vitorioso havia assumido seu primeiro mandato. Inclusive, chamava-o de inquilino do Palácio da Redenção. Tal bravata, foi detonada pelos paraibanos que renovaram o contrato de aluguel, e isto vem alimentando a raiva, a frustração que emerge dos derrotados. Pode ser um direito de espernear, mas que é muito deselegante, isso é.
A Justiça trás em uma das mãos uma balança com dois pratos, simbolizando a igualdade do direito, ou seja a Lei é para ambos os lados, todos os ritos processuais valem para os dois lados, então devemos perguntar, não sei se a nós mesmo ou aos jornalistas que se reservam nesse assunto na tentativa de não cansar o leitor. No caso inverso, os advogados da oposição (vide Helder Moura no link desta página), não agiriam da mesma forma? Será que eles negligenciariam na defesa, abrindo mão dos direitos dos seus clientes? Seria de uma incompetência vergonhosa, caso agissem assim.
E por falar em vergonha, o jornalista poderia explicar aos seus leitores a diferença entre confraria e sanguessuga. Por que Cícero não olharia nos olhos dos seus pares ou envergonharia a Paraíba e Ney Suassuna não? Moralmente, pode-se roubar dinheiro da saúde de um povo carente de justiça, de comida, de escola?
Na verdade, o crime imputado a Ney envergonhou a Paraíba nacionalmente.
Essa imprensa sofística também envergonha. Manipulando fatos, maquilando a verdade. É fácil encontrar livros, jornais, revistas, filmes que mostram os horrores do holocausto, mas não é fácil encontrar algo que mostre os horrores de Nagasaki e Hiroshima ou que difame os americanos por este ato que em 15 segundos matou 40 mil crianças só na cidade de Hiroshima, enquanto o holocausto levou anos. Fico pensando como tais fatos seriam tratados por esses jornalistas. Os alemães a encarnação do Mal, os americanos brindaram o mundo com um show pirotécno de invejar Ricardo. Para mim, o Enola Gay (nome em homenagem a mãe do piloto) pariu o fogo da desgraça que deu início a supremacia de uma nação que aterroriza até hoje a humanidade. Como se vê, tudo é uma questão de ponto-de-vista.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O Nó Brega do Jornalismo

Ontem, o colunista Rubens Nóbrega, em sua coluna, além de insinuar incompetência dos gestores das finanças do Estado, quanto ao fato do governo deixar de arrecadar R$ 740 milhões no ano de 2006 (ano eleitoral), insinua que este valor deveria estar em algum paraíso fiscal. Primeiro teremos que analisar a equação falaciosa que os matemáticos chamariam de artifício de cálculo. O valor total de R$ 740 milhões não seriam todos distribuídos daquela forma, parcela desse valor iria para o governo federal e mais, quanto naquela equação "nobreguiana" está a máfia dos combustíveis, que o governo vem atuando, junto com o MPE, de forma séria e competente? Quantos crimes mais estariam embutidos naquela equação? Será que o sistema correio pagou tudo que devia? Pelo que se sabe, o proprietário do sistema é um sonegador, inclusive de impostos federais. http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?9104 Por que o "jornalista" não aprofunda a matéria?
Está no Jornal da Paraíba de hoje que a Paraíba perde R$ 239,1 milhões de reais com a repetência na escola. Vamos comentar isso? De quem é a culpa?
Hoje, o colunista vem com a mesma canseira falar sobre a cassação do governador eleito com mais de um milhão de votos dos paraibanos. Mesmo que a justiça venha ser favorável a cassação, este novo governo sim, seria legal, mas não seria legítimo. Esta campanha de cassar o diploma de um governo legitimado nas urnas, não é só falta de assunto, pois a Paraíba tem muito o que se noticiar, criticar e contribuir, para que todos os paraibanos tenham o conforto que merecem. Faz parte de um processo de desestabilizar um governo, mantendo-o ocupado com pendengas jurídicas dificultando a sua administração.

Quantos paraibanos estão interessados em cassar o atual governo? Em outras épocas, um povo revoltado com algum fato que ameaçasse a ordem ou que fosse prejudicial as instituições, estaria nas ruas em grandes passeatas, desfilando pelas avenidas do centro gritando palavras de ordem e terminariam na Praça dos Três Poderes com discursos inflamados. Onde está essa massa indignada e frustada?