quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O Carrossel

Sei que vocês sabem o que é um carrossel, um monte de quadrúpedes girando, girando e girando e não indo a lugar algum. Pois bem, mais uma vez a imprensa paraibana vem cansando os paraibanos com uma super cobertura dos processos de cassação e crimes eleitorais nunca visto. Não me lembro de ter havido tamanha cobertura e me pergunto, por que isso?
Primeira hipótese - O proprietário do Sistema de Comunicação quer, a todo custo, ser senador sem ter tido um único voto, sem ter nenhum compromisso com seus representados no senado. Pode ser legal, mas não é legítima essa representatividade. Culpa da legislação eleitoral que permite tais aberrações, e isto, não é criticado na imprensa paraibana, que deveria estar em campanha pelas reformas administrativas, tributárias e eleitorais. Segunda hipótese - O candidato derrotado nas últimas eleições tinha como certa sua vitória desde a época que o candidato vitorioso havia assumido seu primeiro mandato. Inclusive, chamava-o de inquilino do Palácio da Redenção. Tal bravata, foi detonada pelos paraibanos que renovaram o contrato de aluguel, e isto vem alimentando a raiva, a frustração que emerge dos derrotados. Pode ser um direito de espernear, mas que é muito deselegante, isso é.
A Justiça trás em uma das mãos uma balança com dois pratos, simbolizando a igualdade do direito, ou seja a Lei é para ambos os lados, todos os ritos processuais valem para os dois lados, então devemos perguntar, não sei se a nós mesmo ou aos jornalistas que se reservam nesse assunto na tentativa de não cansar o leitor. No caso inverso, os advogados da oposição (vide Helder Moura no link desta página), não agiriam da mesma forma? Será que eles negligenciariam na defesa, abrindo mão dos direitos dos seus clientes? Seria de uma incompetência vergonhosa, caso agissem assim.
E por falar em vergonha, o jornalista poderia explicar aos seus leitores a diferença entre confraria e sanguessuga. Por que Cícero não olharia nos olhos dos seus pares ou envergonharia a Paraíba e Ney Suassuna não? Moralmente, pode-se roubar dinheiro da saúde de um povo carente de justiça, de comida, de escola?
Na verdade, o crime imputado a Ney envergonhou a Paraíba nacionalmente.
Essa imprensa sofística também envergonha. Manipulando fatos, maquilando a verdade. É fácil encontrar livros, jornais, revistas, filmes que mostram os horrores do holocausto, mas não é fácil encontrar algo que mostre os horrores de Nagasaki e Hiroshima ou que difame os americanos por este ato que em 15 segundos matou 40 mil crianças só na cidade de Hiroshima, enquanto o holocausto levou anos. Fico pensando como tais fatos seriam tratados por esses jornalistas. Os alemães a encarnação do Mal, os americanos brindaram o mundo com um show pirotécno de invejar Ricardo. Para mim, o Enola Gay (nome em homenagem a mãe do piloto) pariu o fogo da desgraça que deu início a supremacia de uma nação que aterroriza até hoje a humanidade. Como se vê, tudo é uma questão de ponto-de-vista.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O Nó Brega do Jornalismo

Ontem, o colunista Rubens Nóbrega, em sua coluna, além de insinuar incompetência dos gestores das finanças do Estado, quanto ao fato do governo deixar de arrecadar R$ 740 milhões no ano de 2006 (ano eleitoral), insinua que este valor deveria estar em algum paraíso fiscal. Primeiro teremos que analisar a equação falaciosa que os matemáticos chamariam de artifício de cálculo. O valor total de R$ 740 milhões não seriam todos distribuídos daquela forma, parcela desse valor iria para o governo federal e mais, quanto naquela equação "nobreguiana" está a máfia dos combustíveis, que o governo vem atuando, junto com o MPE, de forma séria e competente? Quantos crimes mais estariam embutidos naquela equação? Será que o sistema correio pagou tudo que devia? Pelo que se sabe, o proprietário do sistema é um sonegador, inclusive de impostos federais. http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?9104 Por que o "jornalista" não aprofunda a matéria?
Está no Jornal da Paraíba de hoje que a Paraíba perde R$ 239,1 milhões de reais com a repetência na escola. Vamos comentar isso? De quem é a culpa?
Hoje, o colunista vem com a mesma canseira falar sobre a cassação do governador eleito com mais de um milhão de votos dos paraibanos. Mesmo que a justiça venha ser favorável a cassação, este novo governo sim, seria legal, mas não seria legítimo. Esta campanha de cassar o diploma de um governo legitimado nas urnas, não é só falta de assunto, pois a Paraíba tem muito o que se noticiar, criticar e contribuir, para que todos os paraibanos tenham o conforto que merecem. Faz parte de um processo de desestabilizar um governo, mantendo-o ocupado com pendengas jurídicas dificultando a sua administração.

Quantos paraibanos estão interessados em cassar o atual governo? Em outras épocas, um povo revoltado com algum fato que ameaçasse a ordem ou que fosse prejudicial as instituições, estaria nas ruas em grandes passeatas, desfilando pelas avenidas do centro gritando palavras de ordem e terminariam na Praça dos Três Poderes com discursos inflamados. Onde está essa massa indignada e frustada?